Bem, parece que a chuva veio para ficar e vai ser esse o pano de fundo nos próximos dias. Enquanto isso, a vida continua a andar, uns com muito, outros com muito pouco, e outros quantos milhares juntaram-se em cerca de 15 cidades do país. Estamos a falar do protesto "Geração à Rasca".
Hoje numa aula de Sociologia este assunto foi ligeiramente trazido à tona. O professor defendeu que os portugueses só sabiam culpa os políticos quando grande parte da culpa foi deles. Pois bem, a minha opinião não muda muito.
É verdade que ao nos entregarem uma liberdade à qual não estávamos habituados, de um dia para o outro, pode ter os seus se não. É um facto também que desde a década de 80 temos feito uma vida de lordes. Durante décadas nos roubámos mutuamente. O dinheiro continuava a aparecer e do nada ninguém o tem. A chamada 'crise' bate à porta da maioria de nós. O que nos esquecemos é que esse défice é nosso, fomos nós que o criámos todas as vezes que comprámos carros novos e fomos passar 1 mês de férias no Algarve.
Os políticos não passam de pessoas como nós, eleitas por nós. A culpa é dos que oferecem maiorias absolutas, de todos os que se mantêm de lados desviantes.
Queremos fazer-nos passar por senhores da liberdade quando nos comparamos com outros países, mas essa realidade é distorcida todos os dias, nas noticias que deviam relatar o que não relatam, por cadeias de comunicação serem dirigidas por tubarões interesseiros.
Existe tanta coisa que não sabemos e mais grave ainda, que não queremos ver. Depois existem manifestações onde milhares se juntam contra o governo, cada um defendendo a sua causa. Muitos deles sem saberem realmente o que lá estavam a fazer e mais de metade deles pessoas que nem votam. É triste, mas como se diz "o que conta é a intenção", fomos muitos, incomodámos um bocado e dias depois o estado decide baixar o IVA no golfe. Balanço? Positivo.
Independentemente disso acordo todos os dias com esperança de que algo vai ser feito. Mas essa iniciativa terá de partir de nós, futuros desempregados e emigrantes! Eu não vou ficar sentada a ver a ver a minha vida passar com a visão de um futuro incerto.
Liberté, Egalité, Fraternité, o la mort!

